AMALAYA | A ALEGRIA DA FALÊNCIA!
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A ALEGRIA DA FALÊNCIA!

O ser humano tem uma capacidade enorme de adaptação, inclusive para as situações desfavoráveis.

Hábitos, padrões e crenças são modos de compensar uma vida desconectada de sua força autocriadora, tornando referências para a percepção sensorial.

Nossa percepção sensorial é adaptável, e aprende que o que fazemos é sempre o certo.

Mesmo quando sabemos que temos um hábito ruim, ou uma crença limitante, nossa percepção sensorial fará com que sigamos reproduzindo esse hábito e sustentando essa crença.

Se somos seres de hábitos, padrões e crenças certamente temos uma percepção sensorial não confiável, que nos faz insistir em ideias e ideais desconectados dos processos autopoiéticos.

Nos tornamos assim uma espécie perigosa para a própria humanidade e para o mundo.

Mas essa não é uma questão individual do sujeito que está desconectado, essa é uma questão da humanidade contemporânea, que ainda não viveu este estado consciente de conexão.

Como humanidade, temos colocado energia em outras questões, mas pelo rumo que  estamos tomando, torna-se urgente colocarmos energia na conexão primordial, no vínculo com a potência humana.

Não vejo que isso se dará por caminhos tecnológicos, ou pela intelectualidade, ou por otimismo e bons pensamentos. Muito menos através da educação, por mudança de comportamento, por isolamento ou por negação do sistema que vivemos.

O sistema neurológico e mental não irá abrir novos caminhos se não reconhecer a falência desse modo de vida.

Por isso as melhorias são ações que atrasam as mudanças, por isso, escolher o menos ruim, seja político, seja escola, seja alimento, seja modo de vida, atua como um combustível a mais para a sobrevida desse sistema falido.

Só quando reconhecermos a falência é que abriremos novos espaços para um outro modo de pensar, sentir e agir a vida.

Nos últimos tempos fui tomada por uma desilusão, por uma falta de expectativas e até poderia dizer que senti um pessimismo inédito.

Não foi por pouco, pois ao ver pessoas totalmente envolvidas em diversos processos de transmutação seguirem com a percepção sensorial enganosa, reproduzindo hábitos, crenças e padrões estagnadores, tive que reconhecer que já não tem mais jeito de impedir o tão anunciado fim da humanidade destruída por ela mesma.

Hoje me dou conta que ao assumir a falência do ser humano, ao reconhecer a minha falência através de todos os espelhamentos e a impotência diante da desconexão humana, meu sistema neurológico abriu espaço disponível para a criação.

A criação acontece em relação, tornando necessário que esse seja um movimento da humanidade. Paradoxalmente, a humanidade inteira está dentro de nós, sendo assim o processo de transmutação continua sendo em cada um de nós, mas já em outra camada, onde a energia está para as relações, as conexões e os vínculos.

Nada parecido com o que conhecemos, pois ainda não vivemos conscientemente a conexão real entre nós.

Estou chamando de conexão real aquela que não tem nenhuma especulação ou interesse em jogo, que não tem julgamento e nem a ilusão que o outro é responsável pelo que sinto.

Precisamos nos vincular para criarmos juntos um modo de vida onde nos relacionamos sem papéis ou identificações, onde podemos nos conectar uns com os outros sem intermediários.

Não sei como será, mas sei que será inédito na história da humanidade até onde a conhecemos.

Se precisar de companhia para assumir a sua falência, estamos juntos todas as quartas-feiras no encontro virtual das 19h as 20h. Aberto e gratuito, afinal é para falidos!!!