DINHEIRO E SUAS CRENÇAS!

Em nossas relações as trocas acontecem de modo muito natural e necessário.

Sempre queremos dar algo para alguém que nos possibilitou alguma coisa significativa.

Existiu o tempo em que se trocava serviço por alimento, um tipo de alimento por outro alimento, um tipo de serviço por outro serviço.

Ainda hoje, quando coincide duas pessoas terem o que a outra precisa, a troca direta acontece.

Em algum momento surgiu o papel dinheiro como facilitador dessas trocas dando liberdade para que as trocas fossem feitas de modo mais amplo, assim, um poderia oferecer seu serviço para alguém e trocar por algo significativo com outra pessoa.

Dinheiro trouxe liberdade e amplitude as nossas trocas.

Em algum momento o papel dinheiro começou a ser usado na compensação da vida impotente, desviando sua função de liberdade de trocas por uso de poder e opressão.

Acontece que alguém só poderá usar o dinheiro como poder se o outro permitir ser usado assim, isto é, se alguém permitir vender sua liberdade em troca de alguns poucos ou muitos trocados.

Justamente fomos criados para isso, para nos vendermos por dinheiro, ao sermos incentivados a escolher um trabalho que nos de dinheiro, que compense todos os dias de trabalho independente do que ele significa para você.

Ninguém estranha ao saber que alguém sofre um grande sacrifício em troca de dinheiro. Mas estranha se alguém cobrar por um trabalho que envolve afeto, acolhimento e emoção, ainda mais se for bem cobrado.

Claro, não queremos acreditar que chegamos ao ponto de precisarmos pagar para sermos cuidados e amados.

O dinheiro não precisa significar nada além de amplitude e liberdade de troca, não determina afeto, não desqualifica, não requalifica, não dá poder e nem tira valor, tudo dependerá da crença instalada.

O dinheiro não tem o poder em si, mas no uso que se faz nas crenças que se tem sobre ele.

Nós vivemos em uma sociedade onde dinheiro compra objetos, serviços e pessoas, onde preferencialmente os objetos devem ter valor e utilidade, os serviços devem ser profissionais sem envolvimento emocional e as pessoas devem ser corruptas.

São crenças de nossa sociedade, assim como as crenças de que dinheiro é sujo, dinheiro corrompe, dinheiro não pode estar envolvido em processos emocionais, dinheiro é segredo e tabu.

Em uma mesma sociedade que tem crenças que o que é de graça vale a pena, onde o velho ditado diz que “de graça até injeção na testa”, ou “de graça até ônibus errado”.

Ninguém em sã consciência deveria aceitar tomar injeção na testa nem ganhando muito dinheiro para isso. E um ônibus errado de graça pode sair bem caro.

Existem sociedades que tem a crença oposta, onde se algo é de graça desconfie, pois poderá custar caro.

Tem uma lei na internet que diz: se você está usando algo de graça na internet, o produto é você.

Quem não quer se tornar um produto talvez preferisse pagar pelo serviço que estão disponibilizados.

Enfim, tudo é uma questão de crenças!

Vamos falar sobre dinheiro!

Convidamos a todos para uma video conferencia no dia 6 de junho, terça-feira, das 19h as 20h, aberta a todos e gratuita (cuidado com o que você aceita de graça). E que depois ficará disponibilizado nesse site.

Aberta a participação presencial para os moradores e visitantes de Piracaia.