AMALAYA | JORNADA SISTÊMICA!
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JORNADA SISTÊMICA!

Santo de casa faz milagre!

Frases feitas como: “seja a mudança que você quer ver no mundo”, nos dá a dica que quem quiser colaborar com a mudança no mundo, comece a mudança em você e já que santo de casa faz milagre, o caminho está traçado.

E assim temos caminhado durante nossos 3 anos de jornada autopoietica, fazendo os pequenos milagres diários para integrar nossas dualidades conflitantes e criar uma mente paradoxal que é capaz de mudar os caminhos neurológicos do cérebro que já estão habituados.

Depois de tanto investir no campo das transmutações internas, elas começam a transbordar e se integrar ao campo social, onde reconhecemos que somos criadores de realidades.

Não é uma questão de compartilhar ideias e ideais mas sim de caminhar nossas palavras e estabelecer relações como criadores das experiências.

Estamos criando uma rede capaz  de colocar a energia na transmutação social.

Podemos olhar para crenças e padrões que sustentamos no coletivo e que cria um campo social que permite o surgimento de dissonancias ameaçadoras para a vida humana.

Não precisamos atuar a narrativa que está dada, podemos nos tornar criadores de narrativas.

As narrativas estão dadas e estabelecidas pelo que chamamos de Eu.

Paradoxalmente o Eu está ligado ao inconsciente coletivo, pois é no coletivo que formatamos, reforçamos e sustentamos nossas marcas.

O Eu é formado por marcas que ao longo da vida são estimuladas através dos acontecimentos pessoais e coletivos, e são as marcas que determinam nossas reações, um conjunto de marcas estagnadas a que damos o nome de Eu, que interpreta e reduz todos os acontecimentos a uma narrativa já estabelecida.

Estamos aprisionados por esse Eu, pessoal/social, que tanto buscamos através do autoconhecimento, e que de modo geral, usamos o conhecimento dessas marcas para justificarmos nossas reações tristes e impotentes e seguirmos dominados por elas.

Quando meditamos na vacuidade do Eu, após esses instantes de dissolução do Eu, voltamos para as relações com abertura para a experiência de olhar o mundo através do espaço criador que se abre com a vacuidade.

Ao ultrapassar a ilusão entre “Eu e o Outro” é possível sentir que somos uma única substancia que podemos chamar de seres humanos, somos modos distintos de expressão dessa substancia que não se apresenta como Eu, mas como uma experiência de ressonância singular, onde nos diferenciamos uns dos outros.

Nessas diferenças surge a colaboração entre ressonancias singulares, já que somos todos uma mesma substancias, nossas diferenças potencializam a potencia da existência (que aqui estou chamando de substancia – inspirada em Espinosa), uma existência única com infinitos modos de expressões singulares.

Sendo assim, precisamos transmutar a crença que somos antes de mais nada um Eu (conjunto de marcas).

Antes de mais nada somos uma mesma substancia!

A alegria de um modo singular (uma pessoa) potencializa a todos através dessa mesma substancia que fazemos parte, assim como a tristeza de uma pessoa, atinge a todos nós.

Nossa próxima jornada será de praticas sistêmicas onde, através de narrativas coletivas (somos netos e filhos de duas guerras mundiais, de uma ditadura e atualmente somos cocriadores de um neoliberalismo facista), através das praticas sistêmicas iremos transmutar essas marcas em cada um de nós, sabendo que estamos vinculados em uma única substancia.

A jornada sistêmica acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de novembro em Amalaya – Piracaia/SP.

Para inscrição e mais informações escreva para anavidaativa@gmail.com