O VAZIO DE TODAS AS COISAS!

Surge o vazio, o silencio, um campo de infinitas possibilidades que se diferencia no tempo e espaço, assim aparece a vida em sua multiplicidade exponencial.

Por isso a ultima verdade de todas as coisas é o seu vazio.

Um vazio longe de ser um nada.

Um vazio como espaço de criação em sua infinita possibilidade.

O mesmo vazio que gera diferença, pois a criação se da em relação, e a cada relação uma criação singular em sua multiplicidade.

A criação se dá no vazio da relação, nesse “entre”.

Se a relação, no campo imaginário, já está pronta, determinada, previsível, preenchida, fica impossível criar, e as possibilidade ficam limitadas a reagir, ressentir; gerando a sensação de aprisionamento que leva ao conflito.

Por mais impotente que seja o ressentimento, é um lugar cômodo, pois não é preciso viver o risco da criação.

Uma dor pode gerar sofrimento, tristeza, raiva, e com a raiva e a tristeza, já sabemos lidar (esse é o lugar cômodo, apesar de ser incomodo, já sabemos como lidar). Não sabemos como transmutar, nem como finalizar, mas sabemos reagir, ressentir e especular com as relações diante dessas emoções.

Mas se a dor mudar esse caminho previsível, se a dor for um estado, um processo, uma sensação, ela poderá abrir-se para o campo de criação.

Então a vida entra em outro jogo, no jogo da criação.

No jogo da criação nada existe inerentemente, por si só, toda existência existe em relação.

Tudo surge da sua vacuidade, do seu vazio, e segue sempre conectado a esse estado.

Por exemplo, uma parte do corpo como o osso, ao ser olhado em um microscópio o osso irá desaparecer e será visto as células que compõe esse osso, olhando então essa célula em um microscópio potente, ela desaparecerá e surgirá o átomo que compõe essa célula, caminhando nessa direção chegará o momento em que entraremos em contato com as partículas subatômicas que não são “coisas” mas interconexão entre as “coisas”, o campo onde as relações acontecem de modo criador, nesse lugar não vemos coisa alguma, encontramos o “nada”. Esse “nada” é o campo criador através da interconexão de todas as formas até aparecer o osso, mas quando ele aparece, ele não é somente  sua aparência, ele é também suas células, seus átomos, suas partículas, seu vazio. Aquilo que aparenta ser tão sólido e evidente, não é simplesmente o que aparenta.

E assim são todas as matérias, em seres vivos ou objetos na perspectiva da física quântica.

Depois de viver essa experiência é possível ver a matéria sabendo que ela não existe como aparenta existir, de um modo definitivo. Apesar da sua aparência concreta, a matéria também existe em sua vacuidade.

Se tudo, apesar de sua aparência, existe também em seu vazio, quando um ser humano, que também existe na vacuidade, entra em relação a partir desse paradoxo, a relação se dará na criação.

Se funciona assim com a matéria sólida, imagine com o imaterial, como as emoções, os sentimentos, as sensações, os pensamentos, a imaginação.

Na vida cotidiana, estar conectada ao campo de criação gera a possibilidade de se relacionar em muitas camadas, podendo transmutar emoções, integrar polaridades, e iniciar/finalizar processos.

Como diz Tom Zé “eu to te explicando pra te confundir, to te confundindo pra te esclarecer”.

Querendo experienciar esse caminho, temos o grande privilégio de ter uma estudiosa no assunto nos abrindo para essas experimentações.

Todas as quartas das 19h as 20h, Cuca Amaral, nos conduz com praticas e explicações da meditação da vacuidade.

São 21 encontros até agora gravados e possíveis de serem acessados pelo cana do youtube do amalaya, e continuaremos com os encontros ao vivo e aberto a participações até o momento que deixe de ser necessário.

Para acessar nossa sala no zoom é https://zoom.us/j/7623152934

Quartas-feiras das 19h as 20h

Há uma certa simplicidade na possibilidade de criarmos uma outra sociedade a partir de um outro modo de relacionarmos nessa vida.

Sejam bem-vindxs!